iWof Business
Publicado

04 de setembro de 2026

O setor supermercadista tem 35 mil vagas abertas em SP. O problema não é falta de mão de obra.

O presidente da APAS disse algo importante. Entender o que ele quis dizer muda a forma como você resolve o problema.

O presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS), Erlon Ortega, deu uma entrevista à Folha de S.Paulo na última semana que merece atenção de todo gestor de RH e dono de supermercado no Brasil.

A frase foi essa: "Antigamente, nosso desafio era capacitar. Hoje, é achar a mão de obra para capacitar."

O dado que acompanha essa declaração é direto: só no Estado de São Paulo, o setor supermercadista tem 35 mil vagas abertas hoje. Caixa, repositor, estoquista. As funções que sustentam a operação do dia a dia, sem candidato para preencher no modelo tradicional.

O diagnóstico errado

A maioria das empresas ouve esse número e conclui que o mercado de trabalho está em crise. Que falta gente. Que o trabalhador não quer mais trabalhar.

Esse diagnóstico está errado, e ele custa caro para quem o mantém.

O mercado de trabalho não está em crise de pessoas. Está em crise de modelo. O profissional operacional de hoje tem mais alternativas do que tinha há dez anos. Ele presta serviço via aplicativo. Ele agenda o turno que quer trabalhar. Ele aparece porque escolheu estar ali, não porque assinou um contrato que o obriga.

Um processo seletivo de 45 dias para uma função que ele já domina é um obstáculo que ele simplesmente não aceita mais atravessar. E ele não precisa. O mercado de trabalho flexível cresceu o suficiente para que ele tenha opções reais.

O que as empresas que estão resolvendo o problema fizeram

Não contrataram mais. Mudaram o modelo de acesso ao profissional.

Em vez de abrir processo seletivo toda vez que precisam de um repositor ou operador de caixa, passaram a operar com uma base de profissionais já avaliados por outros supermercadistas do setor. Profissionais que conhecem a operação, foram aprovados por pares e escolhem os turnos que querem trabalhar.

O resultado prático: menos vagas abertas no RH, menos custo de processo seletivo, menos absenteísmo. Porque quem agendou o turno aparece.

O modelo que o setor ainda resiste em adotar

A iWof conecta supermercados a profissionais operacionais nesse formato. Sem processo seletivo do zero, sem burocracia de contratação CLT para funções de volume variável, sem custo fixo sobre demanda que varia todo dia.

O setor tem trabalho. O problema nunca foi a falta de candidatos. Foi a insistência em oferecer um modelo que esse profissional já escolheu não aceitar mais.

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