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Publicado

02 de outubro de 2026

O RH brasileiro está analógico: o que a pesquisa de tendências de 2026 não diz sobre o custo da lentidão

A Pesquisa de Tendências de RH 2026, realizada pela HR Tech Koru em parceria com a plataforma Chiefs.Group, ouviu 330 líderes de recursos humanos no Brasil e chegou a um diagnóstico direto: o RH está mudando, mas não na velocidade que o mercado exige.

O dado mais citado: 62% das empresas têm menos de 40% dos processos de RH digitalizados. A maioria ainda opera com relatórios manuais, planilhas e processos que não mudaram em décadas. Apenas 4% das empresas ouvidas atingiram o nível de excelência digital, com mais de 80% dos processos automatizados.

O que o relatório não calcula diretamente é o custo desse atraso na ponta operacional.

O processo de contratação mais caro e mais analógico do RH brasileiro


Dentro do RH, o processo de contratar mão de obra para funções operacionais é dos mais custosos e dos menos modernizados. Publicar uma vaga, receber currículos, fazer triagem, entrevistar, contratar, integrar. Em condições normais, de 30 a 60 dias até o profissional estar pronto para operar de forma autônoma.

Esse processo tem um custo direto: o tempo do gestor, o custo da plataforma de vagas, o período de integração pago. E tem um custo indireto, que a contabilidade raramente registra: a operação que funcionou com equipe incompleta enquanto a vaga estava aberta.

Para empresas de varejo, hotelaria e food service, esse ciclo se repete com frequência. A rotatividade em alguns setores chega a 150% ao ano. Isso significa que a empresa está abrindo e fechando vagas operacionais o ano inteiro, com o mesmo custo e o mesmo tempo a cada ciclo.

O que muda quando a empresa moderniza essa decisão

Empresa que adota prestação de serviço sob demanda, via app como a iWof, muda a lógica do processo. Em vez de abrir uma vaga e esperar, a empresa aciona o profissional que precisa para o turno que precisa. O profissional que aparece já tem histórico de avaliações de outros empresários do mesmo setor. Não é currículo no papel. É registro de desempenho em operações reais.

Com o uso ao longo do tempo, a empresa deixa de contratar desconhecidos e passa a acionar uma base de profissionais que já conhecem a operação e já foram aprovados nela.

Esse é o salto que o relatório aponta como necessário para o RH, mas que a maioria ainda não conectou à contratação operacional: sair da decisão baseada em currículo e entrar na decisão baseada em histórico verificado.

A pesquisa da Koru mostra que 70% das iniciativas de IA no RH brasileiro ficam sob responsabilidade de TI, não de RH. Isso indica que o RH ainda não assumiu o controle das ferramentas que podem transformar a forma como contrata. Quem ficar esperando vai continuar tomando decisão de 2026 com ferramenta de 1985.

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