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Publicado

25 de agosto de 2026

Escassez de mão de obra na construção civil: o CEO da MRV confirmou o que o mercado ainda não aceita

Eduardo Fischer, CEO da MRV&CO, a maior construtora do Brasil, deu uma
entrevista à InfoMoney essa semana que deveria ser lida por todo dono
de construtora e gestor de obras do país.

A mensagem central é direta: a escassez de mão de obra na construção
civil não é conjuntural. Não vai passar quando a economia melhorar.
Não vai desaparecer com um aumento de salário. É um problema
estrutural, e ele não é exclusivo do Brasil.

Fischer contou que conversou com uma grande empresa chinesa que veio
ao Brasil. O principal problema que o executivo chinês trouxe para a
mesa era o mesmo que o brasileiro enfrentava. A idade média do
operário de construção civil na China hoje é 51 anos. Numa das
economias mais dinâmicas do mundo, o jovem tem um leque de opções e
simplesmente não escolhe mais a construção civil.

No Brasil, o cenário é idêntico.

Dados da Pesquisa Global de Escassez de Talentos 2026, da
ManpowerGroup, mostram que 80% dos empregadores brasileiros têm
dificuldade para preencher vagas. Quarto ano consecutivo nesse
patamar. Na construção civil, o problema ganha contornos ainda mais
graves.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) alerta que o
Brasil forma apenas 6 engenheiros por 100 mil habitantes ao ano. Nos
Estados Unidos, China e Japão, esse índice chega a 35. As matrículas
em Engenharia Civil caíram. O interesse de jovens pela construção caiu
junto.

O jovem não desapareceu do mercado de trabalho. Ele está no delivery,
no app, na plataforma digital, em qualquer lugar onde tenha mais
autonomia, menos burocracia e mais controle sobre sua própria rotina.
Ele saiu do modelo antigo, não do mercado.

A construção civil ainda recruta como se esse movimento não tivesse acontecido.

A industrialização que Fischer menciona como saída de longo prazo é
real e inevitável. Mais pré-fabricação, mais tecnologia, menos
dependência de mão de obra manual intensiva. Mas industrialização leva
tempo, capital e transformação de processos. A obra do próximo
trimestre não vai esperar.

O que as construtoras que já entenderam o problema estão fazendo de
diferente: mudaram o modelo de como acionam mão de obra operacional.
Em vez de abrir vaga, esperar candidatos, selecionar, admitir e pagar
encargo sobre tempo ocioso entre fases de obra, passaram a publicar os
projetos e fases diretamente numa plataforma como a iWof. Pedreiros,
encanadores, eletricistas e assistentes qualificados visualizam a
oportunidade, se candidatam e aparecem. Porque escolheram estar ali.

Quando a fase termina, a equipe reduz naturalmente. Sem demissão, sem
rescisão, sem custo entre etapas.

O apagão de mão de obra na construção civil é estrutural e global.
Quem insistir no modelo antigo vai conviver com obra parada, prazo
atrasado e cliente insatisfeito. Quem mudar o modelo de acionamento
resolve o problema que nenhum processo seletivo vai resolver.

Acesse iwofbusiness.com.br e entenda como funciona para a construção civil.

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