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Publicado

01 de setembro de 2026

​A Mudança na Escala de Trabalho do Varejo Alimentar e o Desafio da Eficiência Operacional

​A Mudança na Escala de Trabalho do Varejo Alimentar e o Desafio da Eficiência Operacional

​O varejo alimentar brasileiro atravessa uma das transformações mais profundas em sua estrutura de gestão de pessoas e operações nas últimas décadas. A discussão em torno do futuro do trabalho deixou de ser um debate distante de inovação corporativa para se tornar uma pauta urgente dentro das lojas, centros de distribuição e escritórios do setor. Com o avanço das discussões sobre novas jornadas, como a escala 5x2, donos de supermercados e diretores de operações se veem diante de um dilema central: como adequar a rotina de trabalho das equipes sem comprometer a rentabilidade e a produtividade no salão de vendas.

​Historicamente, o modelo de contratação no varejo foi construído sobre uma premissa de rigidez. As empresas contratavam equipes fixas dimensionadas para absorver tanto o movimento de rotina quanto a variação dos horários de pico. Esse formato, fundamentado exclusivamente no modelo tradicional de contratação, sempre gerou distorções financeiras e operacionais silenciosas. Em horários de menor movimento, a empresa pagava pelo tempo ocioso; nos horários de maior fluxo ou em dias de folga escalada, a operação enfrentava buracos no atendimento, prateleiras desabastecidas e sobrecarga dos profissionais presentes.

​A introdução de escalas como a 5x2 no varejo alimentar expõe de maneira definitiva essa fragilidade. Quando uma rede de supermercados reestrutura sua jornada de trabalho para garantir dois dias de descanso por semana, a necessidade de cobertura operacional aumenta proporcionalmente. A reação imediata de gestores habituados ao modelo antigo é propor o aumento do quadro fixo de funcionários. No entanto, essa abordagem gera um aumento drástico nos custos operacionais, tornando a operação inviável no médio e longo prazo.

​A solução para esse impasse não está no inchaço da folha de pagamento, mas na mudança da arquitetura de contratação. O setor precisa migrar de um modelo focado na contratação de tempo integral rígido para uma estrutura baseada na flexibilidade inteligente. É nesse cenário que o conceito de banco de reserva operacional ganha relevância estratégica.

​Em vez de contratar novos funcionários fixos para suprir os dias de folga da escala 5x2 ou os picos diários de atendimento, as redes de varejo de alta performance começaram a adotar modelos de trabalho sob demanda. Nesse formato, a empresa mantém sua equipe principal alinhada com a demanda base da loja e aciona profissionais sob demanda avaliados para atuar em blocos de horas específicos.

​Essa dinâmica traz previsibilidade financeira e eficiência de execução. O profissional é acionado exatamente no período em que a loja necessita do reforço, seja para o abastecimento de mercadorias no início da manhã, o pico de atendimento no horário do almoço ou a reposição pesada no fim de semana. O custo acompanha rigorosamente a curva da demanda da loja, permitindo que a empresa ajuste sua capacidade operacional para cima ou para baixo com total agilidade.

​O futuro do trabalho no varejo não se trata de substituir a equipe fixa, mas de protegê-la e complementá-la com inteligência operacional. As empresas que já adotaram essa mudança entenderam que a contratação flexível não é um recurso pontual para momentos de desespero, mas sim uma escolha arquitetônica permanente de gestão.

​Para aprofundar esses aprendizados e apresentar casos reais de implementação pioneira da escala 5x2 no varejo alimentar, a iWof e a AMASE promovem um encontro presencial em Manaus nos dias 10 e 11 de setembro. O evento contará com a presença especial de Jaciani Rizziolli, executiva com ampla bagagem no setor de recursos humanos, que apresentará dados e hipóteses concretas sobre a evolução do trabalho e os resultados operacionais do novo modelo.

​Acesse www.iwofbusiness.com.br para conhecer como a tecnologia de banco de reserva operacional pode transformar os resultados e a escala da sua empresa.