07 de outubro de 2026
Em 1975, um engenheiro da Kodak desenvolveu a primeira câmera digital do mundo. A empresa analisou o protótipo, reconheceu o potencial e arquivou o projeto. O argumento era que a câmera digital canibalizaria o negócio de filmes fotográficos, que era altamente lucrativo.
A lógica era razoável no curto prazo. O problema é que a decisão foi tomada com base no modelo que estava funcionando, não no modelo que estava chegando. Em 2012, a Kodak pediu falência.
A Fujifilm, concorrente direta com o mesmo conjunto de problemas, faz o caminho oposto. Migrou tecnologias para cosméticos, equipamentos médicos e materiais industriais. Diversificou antes de ser forçada. Sobreviveu e cresceu. A diferença entre as duas empresas não foi inteligência ou recursos. Foi o momento em que cada uma decidiu agir.
O mesmo padrão se repete em setores completamente diferentes. O Blockbuster recusou comprar a Netflix em 2000 por 50 milhões de dólares. Em 2010, pediu falência. A Nokia dominava 40% do mercado global de celulares em 2007. Em 2013, vendeu sua divisão de smartphones para a Microsoft por uma fração do valor que teria tido se tivesse agido antes.
Em todos os casos, o sinal estava visível. O que faltou foi a disposição de mudar enquanto ainda havia tempo e margem para escolher como mudar.
O modelo de contratação operacional está no mesmo ponto
O gestor de RH que opera com mão de obra operacional no Brasil está diante de um conjunto de sinais que apontam para uma mudança estrutural no mercado de trabalho.
A disponibilidade de profissionais para escala fixa está caindo. A rotatividade em setores como varejo, hotelaria e restaurantes está alta e crescendo. O custo de reposição, que inclui processo seletivo, integração e tempo até o profissional estar operando com autonomia, também sobe.
Empresas que enxergaram isso primeiro já migraram para modelo de contratação sob demanda. Não porque estavam em crise. Porque decidiram mudar enquanto ainda tinham margem para escolher como e quando.
O que muda quando a empresa age antes da crise
Empresa que muda o modelo por escolha tem tempo para construir um banco de reserva operacional de forma consistente. Pode testar, ajustar, aprender com a operação. Os profissionais que trabalham com ela ao longo do tempo vão sendo avaliados. O sistema aprende quem funciona bem naquela operação. Com o uso, a base fica mais eficiente, não menos.
Empresa que muda por pressão, porque a rotatividade ficou insustentável ou porque o custo da folha comprometeu a margem, entra no modelo em posição mais fraca. Sem histórico de avaliações, sem base construída, pagando mais caro pela urgência que poderia ter evitado.
A Kodak tinha tecnologia e capital para liderar a transição digital. O que faltou foi a decisão de agir antes que a inércia tornasse a mudança impossível.
O modelo de contratação sob demanda já está disponível. A decisão de quando adotá-lo fica com cada empresa.
Acesse iwofbusiness.com.br e conheça como o banco de reserva operacional funciona na prática.
#IWOF #GestaoDeRH #Varejo #Supermercados #RH